O seu nome está ligado a várias publicações académicas. O que está na base do desaparecimento destas revistas científicas?
A Edições Mulemba, numa iniciativa só igualável àquela que o INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco fez com escritores africanos e sul-americanos, mandou traduzir e publicar dezenas de obras de académicos africanos. É uma iniciativa que deve continuar ou já ficou pelo caminho?
Entre Dezembro de 2002 e Setembro de 2008 desempenhou as funções de vice-ministro da Cultura. Alguma vez sentiu que deixou algo por fazer ou que poderia ter dado uma contribuição diferente?
A Editorial Kilombelombe é uma editora privada que editou obras importantes sobre vários aspectos da nossa realidade (história, sociologia, antropologia, ciência política, tradição oral, literatura, etc., etc.). Porque sabemos que dirigiu a área da edição da mesma, gostaríamos de saber se essas obras serviram mesmo para enriquecer as nossas bibliotecas ou foram todas para o estrangeiro?
As bibliotecas das nossas universidades públicas possuem muito poucas obras recentes publicadas, por exemplo, no Brasil, Estados Unidos da América ou em alguns dos principais países da União Europeia (Grã-Bretanha, França, Espanha ou Portugal), ou mesmo aqui em alguns dos países nossos vizinhos, sobre a nossa realidade. É tão difícil assim perceber que o nosso acervo bibliográfico precisa de ser constantemente actualizado?
